A córnea – estrutura transparente à frente dos olhos – tem 5 camadas. 3 camadas anteriores e 2 posteriores.

Sempre que a doença esteja limitada as camadas mais anteriores ou as camadas mais posteriores podemos realizar um transplante parcial seletivo – transplante lamelar ou parcial. Quando a doença envolve toda a espessura da córnea temos que optar por um transplante total da córnea.

Sempre que possível e quando a doença está limitada à parte da frente da córnea opta-se por realizar um transplante lamelar anterior tipo DALK. No entanto por vezes é necessário converter para um transplante de córnea total.
Este tipo de transplante tem a vantagem de manter a integridade do globo ocular, menos risco de infeção intraocular e de rejeição a longo prazo.
TRANSPLANTE LAMELAR POSTERIOR ou Transplante Endotelial.
Quando a doença está limitada à camada mais posterior da córnea – camada endotelial – opta-se apenas por substituir esta camada. Por pequenas incisões remove-se a camada doente e coloca-se uma camada saudável de um dador.

Esta técnica lamelar permite uma recuperação mais rápida da visão com menos riscos a curto e longo prazo que o transplante total da córnea. A melhoria da visão é gradual ao longos dos primeiros 6 meses.
As principais complicações, embora raras, são a infeção, glaucoma e descolamento de retina.
Como qualquer transplante o risco de rejeição existe, mas é baixo. No entanto a rejeição pode ser revertida com medicação e na maioria dos casos salvar o transplante.